A escola e a educação emocional na sala de aula

A última versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) indicou as competências e os conhecimentos que devem ser ensinados aos alunos do ensino básico, mostrando ainda, que é esperado que ele aprenda a cada etapa. Inclusive no que diz respeito à inclusão da educação emocional no desenvolvimento infantil

Segundo a BNCC, a escola deverá desenvolver dez competências importante para o desenvolvimento saudável de seus alunos, entre elas estão o autoconhecimento, a empatia, autonomia e responsabilidade.

Desenvolver projetos em sala de aula que proporciona o “conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional” é o início da jornada da educação emocional. Ao reconhecermos nossas emoções com autocrítica e capacidade para lidar com elas, também reconheceremos as emoções dos outros para assim, sabermos lidar com a pressão do grupo de forma natural, sem perder a individualidade.

O exercício da empatia facilita o diálogo e a resolução de conflitos. É nesse processo que a cooperação nasce, como também, um valor fundamental nas relações: o respeito. Ao nos fazer respeitar promovemos o respeito ao outro, que é um processo de acolhimento e valorização da diversidade dos indivíduos e dos grupos sociais.

Saber reconhecer os saberes, identidades e culturas sem preconceitos de origem, etnia, gênero, orientação sexual, convicção religiosa ou de qualquer outra natureza, é nos reconhecer como uma individualidade parte de uma coletividade.

O sentimento de pertencimento traz segurança e bem-estar, principalmente para as crianças e jovens, em suas ações pessoais e coletivas. Esse sentimento se transforma em autonomia com responsabilidade e flexibilidade com determinação, facilitando a tomada de decisões.

Todo esse processo faz parte da educação emocional, uma vez que não é eficaz trabalhar os valores humanos sem o reconhecimento das emoções. É com base nesses conhecimentos construídos na escola, que podemos desenvolver os princípios éticos democráticos, sustentáveis e solidários dos alunos.

No entanto, a grande pergunta de todos é: como implementar esse processo educacional? Não tem uma fórmula definida, pois isso depende de cada escola e cultura regional, por isso mesmo, uma excelente oportunidade para os educadores pesquisarem projetos e metodologias para a educação emocional.

Contudo, a Educação Transcomportamental – gestão das emoções para comportamentos inteligentes, temos uma metodologia simples e clara, baseada nas recentes pesquisas da neurociência e das psicologias positiva e transpessoal. Por exemplo, segundo a neurociência, não existe um único sistema emocional e sim, vários circuitos neurais encarregados das diferentes emoções primárias (raiva, tristeza, medo, alegria, surpresa e nojo).

Cada sistema emocional tem diferentes funções para a nossa sobrevivência, que evoluíram por seleção natural para resolver problemas de adaptação do ser humano, tais como reagir aos inimigos (raiva), descobrir alimento não venenosos (nojo), achar parceiros para se reproduzir (afeto), estabelecer alianças sociais e festejar (alegria) ou fugir do perigo (medo), são exemplos.

Para todos esses sistemas, a Educação Transcomportamental proporciona meios de trabalho usando a descoberta dos temperamentos e o Método ICRE – Identificação, Compreensão, Regulação e Expressão Emocional. É uma abordagem que proporciona aos professores e alunos, bem como suas famílias, a capacidade de aprender a lidar com situações diversas e pessoas com tranquilidade.

Mas é importante ressaltar que a capacidade emocional começa no desenvolvimento cognitivo, que proporciona a compreensão de quem somos, como somos e para onde desejamos seguir. Assim, um programa de desenvolvimento socioemocional na escola deve envolver conteúdos onde os cinco principais domínios da Inteligência Emocional estejam presentes: autoconhecimento, consciência social, autorregulação, competências relacionais e tomada de decisão responsável. Esses conteúdos são desenvolvidos através de várias atividades multiculturais, com o objetivo de tornar a intervenção sensível à crescente diversidade cultural das escolas.

A educação emocional na escola não apenas desenvolve crianças e adolescentes mais felizes e com melhores notas, mas também proporciona a melhoria do relacionamento entre os alunos, e entre alunos e professores, que se desgastam menos em sala de aula, conseguindo resultados mais eficazes na sala de aula.

Quer saber mais? Conheça o livro Educação Transcomportamental, Isa Magalhães, Ludis Editora, 2018. Ou entre em nosso site e leia sobre o Programa SILES – Sistema de Educação Socioemocional.

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